Produções Científicas

ARTIGO CEL MARLON JORGE TEZA – “E AS MANCHETES MALDOSAS CONTINUAM”


Postado em 09 de Março de 2018 às 10:48:02

Mais uma vez constata-se que parte significativa da mídia brasileira insiste em divulgar manchetes maldosas, as quais mais confundem a opinião pública do que esclarece, prestando um desserviço à sociedade.

Recentemente escrevi o artigo: “MANCHETE MALDOSA, A QUEM INTERESSA?” que fez referência a tais manchetes, principalmente relacionadas a atividade policial, pois invertem valores, geralmente “endeusando” bandidos, tratando-os sempre como meros “suspeitos” e menosprezando e desqualificando os policiais em suas ações pretendendo incriminá-los.

Desta vez, pretendendo alertar o leitor, vou me referir a duas destas manchetes divulgadas nesta semana onde “maldosamente” estes setores da grande mídia teimam em confundir ao invés de informar.

A primeira manchete foi: “MORTES EM AÇÕES DA POLÍCIA DO RJ CRESCEM 57% EM JANEIRO, APONTA ISP”. (Link: https://g1.globo.com/google/amp/https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/mortes-em-acoes-da-policia-crescem-57-em-janeiro-aponta-isp.ghtml?__twitter_impression=true). Nesta matéria o Portal g1 da Globo, realiza uma análise de dados divulgados pelo ISP – Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro sobre números relacionados a violência e a criminalidade naquele Estado, mencionando que aumentou as mortes provocadas por policiais em suas ações em 57% no mês de janeiro de 2018 se comparado com o mesmo mês do ano de 2017. Pois bem, lá pelas tantas, com menos expressão e já no final da referida matéria diz sobre Policiais civis e militares mortos em serviço: – Aumento de duas vítimas em relação a janeiro de 2017 (4 em 2017 – 6 em 2018)” colocando número e não percentuais, justamente porque se incluíssem percentuais chegaria a um aumento igualmente significativo de aumento de 50% no número de policiais mortos “diretamente” por delinquentes e para eles suspeitos. Necessário ainda mencionar que se consideradas as mortes de policiais fora do serviço ou em razão dele, os números são imensamente maiores. Na verdade a ênfase foi no percentual de delinquentes (suspeitos para alguns) mortos em ações policiais e não de policiais mortos por delinquentes (suspeitos para eles).

A segunda manchete foi: “PM DIZ QUE REVIDOU ATAQUE DE CRIMINOSOS EM AÇÃO QUE DEIXOU 7 MORTOS EM SP” ((Link: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/03/01/pm-afirma-que-fez-cerco-para-capturar-quadrilha-e-que-reagiu-em-acao-que-terminou-com-7-mortos-em-sp.amp.htm?__twitter_impression=true ) Nesta matéria o UOL publica notícia dizendo serem “suspeitos” os delinquentes e que “a Polícia Militar afirmou   que os sete homens mortos na noite desta quarta-feira (28) atiraram quando receberam ordem de parada, em uma rodovia”. Ou seja fica clara a intenção de colocar em dúvida a palavra dos policiais e mais afirmando que eram “suspeitos”, embora segundo a própria matéria afirma estarem fortemente armados, tudo isso para colocar suspeitas na ação policial desqualificando-os e desmerecendo a palavra destes.

E assim vai, poderíamos discorrer todos os dias sobre manchetes maldosas similares em vários órgãos da dita grande mídia nacional, pois incontáveis são os casos a relatar. Contudo ficamos por aqui, pois a pretensão é chamar atenção para essas maldades que em nada contribuem e somente prejudicam a vida em sociedade.

Necessário, porém dizer que parte considerável da mídia é levada pelo pensamento da esquerda retrógada, radical e reativa do “politicamente correto” (somente para eles) que atualmente está perdendo espaço e entra em desespero publicando tais manchetes.

Ora, não é possível conviver com essas manchetes maldosas de grande parte da mídia brasileira, a qual, como já mencionei, “endeusa os bandidos” sempre os considerando suspeitos e “desqualifica os policiais e suas ações” colocando dúvidas em suas versões, tentando confundir a opinião pública que desavisadamente, muitas vezes, acaba por reproduzir tais MANCHETES MALDOSAS.

A sociedade deve obrigatoriamente refletir e reagir para mudar isso através manifestações individuais e coletivas em todas as mídias e redes sociais possíveis, justamente visando desqualificar quem desqualifica injustamente aqueles profissionais que dedicam suas vidas em prol da sociedade.

Se isso não ocorrer viveremos, cada vez mais, em um Estado marginal onde sobrevivem os ruins e fracassam os bons.

Vamos mudar isso e começando já.

MARLON JORGE TEZA

Coronel PM


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